segunda-feira, 23 de junho de 2008

Programa 1 Milhão de Cisternas - P1MC




Iniciado em julho de 2003, o Programa de Formação e Mobilização Social para a Convivência com o Semi-Árido: um Milhão de Cisternas Rurais - P1MC vem desencadeando um movimento de articulação e de convivência sustentável com o ecossistema do Semi-Árido, através do fortalecimento da sociedade civil, da mobilização, envolvimento e capacitação das famílias, com uma proposta de educação processual. O objetivo do P1MC é beneficiar cerca de 5 milhões de pessoas em toda região semi-árida, com água potável para beber e cozinha, através das cisternas de placas.
Cada cisterna tem capacidade de armazenar 16 mil litros de água. Essa água é captada das chuvas, através de calhas instaladas nos telhados. Com a cisterna, cada família fica independente, autônoma e com a liberdade de escolher seus próprios gestores públicos, buscar e conhecer outras técnicas de convivência com o Semi-Árido e com mais saúde e mais tempo para cuidar das crianças, dos estudos e da vida, em geral.

A cisterna é construída por pedreiros das próprias localidades, formados e capacitados pelo P1MC e, pelas próprias famílias, que executam os serviços gerais de escavação, aquisição e fornecimento da areia e da água. Os pedreiros são remunerados e a contribuição das famílias nos trabalhos de construção se caracteriza com a contrapartida no processo. Se a água da cisterna for utilizada de forma edequada – para beber, cozinhar e escovar os dentes – dura, aproximadamente, oito meses.




Depoimentos



“A cisterna me livrou de buscar água na cabeça. Tenho água toda horinha que eu quiser pra beber e cozinhar. Olha que beleza! Não é? Bom demais! A água é de grande serventia”. (Maria Lúcia de Freitas Souza, Comunidade Serra da Batinga - Piauí)



“Para mim foi a coisa melhor do mundo. Eu pegava água longe a cinco quilômetros de bicicleta. Eram 2 baldes de 20 litros por dia, Fazia duas viagens e em cada uma gastava duas horas, subindo e descendo uma grande ladeira. Essa água era para beber, cozinhar e tomar banho. Com a cisterna que estamos construindo vai melhorar muito. Estou muito feliz e espero que venham outras melhorias.” (Sheila, comunidade Volta da Jurema -Maranhão)



"A gente descobriu que tinha esse projeto de um milhão de cisternas e conseguimos nos organizar com o sindicato dos agricultores rurais daqui de Afogados. Participamos das reuniões, dos treinamentos sobre a cisterna e como que a gente utiliza água em casa. Porque não é só ter a cisterna, a gente tem que saber tratar da água. Eu cuido da minha cisterna usando hipoclorito de sódio. Sou agente de saúde e dou assistência a cinco comunidades aqui na região. O que a gente vê por aqui é que as verminoses dão na água não-tratada. Porque no sertão a água que a gente bebe é de açude, que é uma fonte de risco muito grande para a população (....) A cisterna mudou muito a vida da gente e vai mudar a vida de outras pessoas também." (Maria do Socorro Almeida Jacinto, comunidade de Barreiros - Pernambuco)



“Era muito difícil aqui. No período da estiagem a gente passou muitas dificuldades pra lavar roupa, tomar banho e até mesmo pra beber. E, agora, com a cisterna, facilitou tudo. Antes, a gente procurava os riachos, uma água de péssima qualidade. Por causa dessa água, não só os filhos meus, mas na comunidade, as crianças adoeciam desse negócio de diarréia, vermes, essas coisas aí. Antes da cisterna, quem ia buscar água era eu e meu marido. Inclusive, ele tem um problema de saúde por conta disso, né? Ele tem hérnia de disco, por causa desses tambores pesados. Agora, a gente não precisa mais ir buscar água. O tempo que sobra tem agora o roçado, os bichos e os trabalhos de casa. As crianças que ajudavam também a pegar água, ficam mais livres pra escola. (...) A gente economiza e continua economizando porque a água é tudo. Sem comida a gente pode até passar, mas sem água não. (Antônia Guilhermina Dias da Silva, Manguape - Paraíba)
Texto retirado de: http://www.asabrasil.org.br/

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Espaço Cultural São Francisco de Assis


Esse é o release do Espaço cultural Francisco de Assis e Volta Redonda, porque promover música, pensamentos e cultura em geral também muda o mundo.
Para entrar em contato: contato@ecfa.com.br ou no site www.ecfa.com.br

A ONG ESPAÇO CULTURAL FRANCISCO DE ASSIS FRANÇA

ECFA foi fundada em Maio de 2006, mas já desenvolvia atividades de relevância cultural desde agosto de 2003. No início, promovia eventos culturais com apresentações musicais, intervenções teatrais, feiras de artesanato, sarau de poesias, workshops, oficinas de graffit e exposições de artes plásticas. Seu objetivo sempre foi incentivar artistas da região, contribuindo com um espaço para a divulgação de seus trabalhos.
Volta Redonda, assim como toda a região do Vale do Rio Paraíba, mantém a riqueza cultural que se manifestou ao longo dos anos. É possível encontrar fragmentos desta riqueza no trabalho do músico e pesquisador Carlos Henrique Machado - intitulado "VALE DOS TAMBORES". O trabalho é resultado de pesquisas que comprovam a contribuição da região à música brasileira por meio do tambor, do jongo, do calango, da congada e da viola caipira. Da referida região, os registros indicam: vieram Clementina de Jesus, Erivelto Martins, Ari Barroso, Geraldo Pereira, Egberto Gismonte, Baden Pawel, Rosinha de Valença, Tânia Maria, Dilermando Reis, Bonfiglio de Oliveira, Mano Elói, e outros.
O ECFA acredita que é possível utilizar a música como ferramenta de transformação social. Seus projetos procuram levar às comunidades, atividades que estimulem a conscientização ambiental, a reflexão e a valorização do universo cultural.
Objetivos da Instituição: Estimular a valorização da identidade cultural das comunidades envolvidas em seus projetos; Respeitar a diversidade cultural em contraposição ao massacre das culturas locais, promovido pela globalização; Defender a espontaneidade, a pluralidade e a liberdade de criação, utilizando a música e a reciclagem como ferramentas de transformação social.

PROJETOS DESENVOLVIDOS PELO ECFA
BLOCODECONCRETO PROJETO
BLOCODECONCRETO NA ESCOLA
PROJETO ARIGÓ
PROJETO LIXO ARTÍSTICO
CME - CURSO DE MÚSICA ELETRÔNICA
PROJETO ECFA EM QUESTÃO
PROJETO BANDAS ECFA

BANDAS ECFA
BLOCODECONCRETO BANDA
QUARTETO ARIGÓ
BANDA ARIGÓ
BANDA SAPIÊNCIA
BANDA RUAH JAH
LELIN & SINDICATO CREW
GRUPO ESTUDOS DE PERCUSSÃO

Sobre o nome da Instituição:
ESPAÇO CULTURAL FRANCISCO DE ASSIS FRANÇA é uma homenagem ao grande poeta pernambucano: CHICO SCIENCE.

Sobre Carlos Henrique Machado:
Compositor, pesquisador e bandolinista. Nasceu em Volta Redonda (RJ) e há trinta anos se dedica a música instrumental ligada ao choro. O músico liderou vários grupos como o premiado "Língua de Preto", que ganhou por duas vezes consecutivas o prêmio Juarez Barroso em concursos de conjuntos de choro na década de 80 no Rio de Janeiro. O músico Carlos Henrique Machado é citado por Ricardo Cravo Albin em seu Dicionário como a nova safra de grandes nomes do choro.

Sobre iniciativas de apoio:
O ECFA é uma instituição independente e está a procura de parceiros interessados no incentivo a cultura.