

Iniciado em julho de 2003, o Programa de Formação e Mobilização Social para a Convivência com o Semi-Árido: um Milhão de Cisternas Rurais - P1MC vem desencadeando um movimento de articulação e de convivência sustentável com o ecossistema do Semi-Árido, através do fortalecimento da sociedade civil, da mobilização, envolvimento e capacitação das famílias, com uma proposta de educação processual. O objetivo do P1MC é beneficiar cerca de 5 milhões de pessoas em toda região semi-árida, com água potável para beber e cozinha, através das cisternas de placas.
Cada cisterna tem capacidade de armazenar 16 mil litros de água. Essa água é captada das chuvas, através de calhas instaladas nos telhados. Com a cisterna, cada família fica independente, autônoma e com a liberdade de escolher seus próprios gestores públicos, buscar e conhecer outras técnicas de convivência com o Semi-Árido e com mais saúde e mais tempo para cuidar das crianças, dos estudos e da vida, em geral.
A cisterna é construída por pedreiros das próprias localidades, formados e capacitados pelo P1MC e, pelas próprias famílias, que executam os serviços gerais de escavação, aquisição e fornecimento da areia e da água. Os pedreiros são remunerados e a contribuição das famílias nos trabalhos de construção se caracteriza com a contrapartida no processo. Se a água da cisterna for utilizada de forma edequada – para beber, cozinhar e escovar os dentes – dura, aproximadamente, oito meses.
Cada cisterna tem capacidade de armazenar 16 mil litros de água. Essa água é captada das chuvas, através de calhas instaladas nos telhados. Com a cisterna, cada família fica independente, autônoma e com a liberdade de escolher seus próprios gestores públicos, buscar e conhecer outras técnicas de convivência com o Semi-Árido e com mais saúde e mais tempo para cuidar das crianças, dos estudos e da vida, em geral.
A cisterna é construída por pedreiros das próprias localidades, formados e capacitados pelo P1MC e, pelas próprias famílias, que executam os serviços gerais de escavação, aquisição e fornecimento da areia e da água. Os pedreiros são remunerados e a contribuição das famílias nos trabalhos de construção se caracteriza com a contrapartida no processo. Se a água da cisterna for utilizada de forma edequada – para beber, cozinhar e escovar os dentes – dura, aproximadamente, oito meses.
Depoimentos
“A cisterna me livrou de buscar água na cabeça. Tenho água toda horinha que eu quiser pra beber e cozinhar. Olha que beleza! Não é? Bom demais! A água é de grande serventia”. (Maria Lúcia de Freitas Souza, Comunidade Serra da Batinga - Piauí)
“Para mim foi a coisa melhor do mundo. Eu pegava água longe a cinco quilômetros de bicicleta. Eram 2 baldes de 20 litros por dia, Fazia duas viagens e em cada uma gastava duas horas, subindo e descendo uma grande ladeira. Essa água era para beber, cozinhar e tomar banho. Com a cisterna que estamos construindo vai melhorar muito. Estou muito feliz e espero que venham outras melhorias.” (Sheila, comunidade Volta da Jurema -Maranhão)
"A gente descobriu que tinha esse projeto de um milhão de cisternas e conseguimos nos organizar com o sindicato dos agricultores rurais daqui de Afogados. Participamos das reuniões, dos treinamentos sobre a cisterna e como que a gente utiliza água em casa. Porque não é só ter a cisterna, a gente tem que saber tratar da água. Eu cuido da minha cisterna usando hipoclorito de sódio. Sou agente de saúde e dou assistência a cinco comunidades aqui na região. O que a gente vê por aqui é que as verminoses dão na água não-tratada. Porque no sertão a água que a gente bebe é de açude, que é uma fonte de risco muito grande para a população (....) A cisterna mudou muito a vida da gente e vai mudar a vida de outras pessoas também." (Maria do Socorro Almeida Jacinto, comunidade de Barreiros - Pernambuco)
“Era muito difícil aqui. No período da estiagem a gente passou muitas dificuldades pra lavar roupa, tomar banho e até mesmo pra beber. E, agora, com a cisterna, facilitou tudo. Antes, a gente procurava os riachos, uma água de péssima qualidade. Por causa dessa água, não só os filhos meus, mas na comunidade, as crianças adoeciam desse negócio de diarréia, vermes, essas coisas aí. Antes da cisterna, quem ia buscar água era eu e meu marido. Inclusive, ele tem um problema de saúde por conta disso, né? Ele tem hérnia de disco, por causa desses tambores pesados. Agora, a gente não precisa mais ir buscar água. O tempo que sobra tem agora o roçado, os bichos e os trabalhos de casa. As crianças que ajudavam também a pegar água, ficam mais livres pra escola. (...) A gente economiza e continua economizando porque a água é tudo. Sem comida a gente pode até passar, mas sem água não. (Antônia Guilhermina Dias da Silva, Manguape - Paraíba)
Texto retirado de: http://www.asabrasil.org.br/
